Como Pensar, Viver e Escolher Segundo Deus
Todos os dias somos bombardeados por informações, preocupações, notícias ruins e pensamentos que podem nos afastar da esperança. Em meio a tudo isso, surge uma pergunta importante: como temos alimentado a nossa mente?
Na mensagem “Tenha a mente de Cristo”, Sil Knoepke reflete sobre a importância de transformar a maneira como pensamos e aprender a olhar para a vida a partir da perspectiva de Deus.
A Bíblia nos apresenta uma afirmação poderosa em 1 Coríntios 2:16: “Nós, porém, temos a mente de Cristo.” Isso significa que, por meio de Cristo, recebemos um novo coração e um novo espírito, sendo chamados a desenvolver pensamentos alinhados com a vontade de Deus.
O que significa ter a mente de Cristo?
Ter a mente de Cristo não significa viver sem problemas, dificuldades ou momentos de medo. A própria mensagem lembra que Jesus ensinou que teríamos aflições, mas também nos chamou a ter bom ânimo, porque Ele venceu o mundo.
A diferença está na maneira como enfrentamos aquilo que acontece.
A mente dominada pelo medo pergunta constantemente: “E se der errado?”, “Como vou resolver isso?”, “O que vai acontecer amanhã?”. Já a mente de Cristo aprende a confiar, buscar a Deus e lembrar que Ele continua presente mesmo quando as circunstâncias não mudaram.
Isso não significa ignorar os problemas. Significa não permitir que eles determinem quem somos ou destruam nossa esperança.
Um novo coração e um novo espírito
A mensagem também destaca Ezequiel 36:26-27, onde Deus promete dar um novo coração e colocar um novo espírito em seu povo.
Essa transformação começa dentro de nós.
Não conseguimos, apenas pela nossa própria força, viver perfeitamente de acordo com aquilo que Deus deseja. Somos imperfeitos. Por isso, dependemos da ação do Espírito de Deus para nos conduzir.
Ter a mente de Cristo é permitir que essa transformação alcance também nossos pensamentos, nossas escolhas e nossas atitudes.
É aprender a perguntar antes de agir: “Isso está de acordo com aquilo que Deus deseja para mim?”
Levar a Deus aquilo que dói
Um dos exemplos apresentados na mensagem está no Salmo 143. O salmista não esconde sua dor. Ele fala sobre perseguição, abatimento, angústia e um coração tomado pelo pânico.
Mas existe algo muito importante nessa passagem: ele leva tudo isso para Deus.
Ele não finge que está bem. Ele não ignora o sofrimento. Ele clama, pede ajuda, busca direção e lembra das obras que Deus já realizou.
Em meio ao problema, ele começa a trazer à memória aquilo que lhe dá esperança.
Essa é uma atitude fundamental para quem deseja desenvolver uma mente voltada para Cristo: aprender a levar suas dores a Deus em vez de carregá-las sozinho.
O problema pode continuar existindo, mas nossa maneira de enfrentá-lo pode mudar.
O salmista continua buscando o Senhor, pedindo que Deus mostre o caminho, conceda livramento e ensine a fazer a Sua vontade.
Isso também é ter a mente de Cristo.
Escolher entre a mente de Cristo e a mente do mundo
Outro ponto forte da mensagem é a necessidade de fazer uma escolha.
Não podemos alimentar continuamente pensamentos contrários aos princípios de Deus e, ao mesmo tempo, esperar que nossa mente permaneça alinhada com Cristo.
Precisamos desenvolver discernimento.
Precisamos perceber aquilo que estamos permitindo entrar em nossa mente, aquilo que estamos repetindo para nós mesmos e aquilo que estamos escolhendo acreditar.
A pergunta passa a ser:
Estou alimentando uma mente voltada para Deus ou uma mente voltada para o mundo?
Essa escolha aparece também nas pequenas decisões do cotidiano.
O que estou assistindo?
O que estou ouvindo?
O que estou falando?
Que pensamentos estou alimentando?
Que palavras tenho declarado sobre mim e sobre o meu futuro?
Ter a mente de Cristo envolve essas escolhas.
Uma mente agradecida
A mensagem também nos convida a desenvolver uma mente agradecida.
Ser grato não significa dizer que tudo está perfeito. Significa reconhecer Deus mesmo quando ainda existem dificuldades.
A gratidão muda o nosso foco.
Em vez de enxergar apenas aquilo que falta, começamos a perceber aquilo que já recebemos. Em vez de olhar somente para o problema, passamos a lembrar também da fidelidade de Deus.
A gratidão é uma forma de treinar a mente para reconhecer a presença e a bondade do Senhor.
Uma mente alimentada pela Palavra
Outro princípio central da mensagem é: tenha a mente da Palavra.
Não podemos viver aquilo que não conhecemos.
Se queremos pensar segundo Deus, precisamos conhecer aquilo que Deus diz.
A mensagem destaca Josué 1:8, que fala sobre meditar na Palavra dia e noite e colocá-la em prática.
A Palavra precisa primeiro ocupar nossa mente para depois influenciar nossas atitudes.
Por isso, não basta simplesmente possuir uma Bíblia. É necessário lê-la, meditar nela, conhecê-la e permitir que ela transforme nossos pensamentos.
A mensagem resume essa ideia de maneira muito forte: “Medite e prospere.”
O Salmo 1 também apresenta a imagem de uma árvore plantada junto às águas. Mesmo quando chegam ventos e tempestades, ela permanece firme e, no tempo certo, produz seus frutos.
Essa é uma imagem poderosa para nossa vida.
As tempestades podem chegar. As circunstâncias podem mudar. Mas quem mantém suas raízes em Deus não precisa murchar diante das dificuldades.
Declare aquilo que Deus diz
A mensagem também chama atenção para aquilo que colocamos em nossa boca.
Muitas vezes começamos o dia declarando que tudo será difícil, que não conseguiremos, que nada dará certo.
Mas somos convidados a substituir essas declarações por aquilo que encontramos na Palavra.
Em vez de alimentar constantemente o medo, podemos lembrar das promessas de Deus.
Em vez de declarar derrota antes mesmo de tentar, podemos lembrar que nossa força vem do Senhor.
Declarar a Palavra não significa fingir que os problemas não existem. Significa escolher qual voz terá maior influência sobre nossos pensamentos: a voz do medo ou aquilo que Deus já revelou.
Receba e acolha a Palavra
Tiago 1:21 também aparece na mensagem como um convite para receber com mansidão a Palavra implantada no coração.
Não basta ouvir.
É preciso acolher.
A Palavra precisa encontrar espaço dentro de nós para produzir transformação.
Quando recebemos a Palavra, permitimos que ela corrija, fortaleça, ensine e direcione nossa vida.
Por isso, desenvolver a mente de Cristo é um processo contínuo. É uma decisão diária de buscar a Deus, conhecer Sua Palavra, ouvir Sua voz e colocar aquilo que aprendemos em prática.
Escolha a vida
No encerramento da mensagem, aparece uma escolha apresentada em Romanos 8:6: a inclinação do Espírito é vida e paz.
Essa escolha precisa acontecer todos os dias.
Podemos alimentar pensamentos de medo, desesperança e derrota ou podemos direcionar nossa mente para Deus, para Sua Palavra, para a esperança e para a vida.
Ter a mente de Cristo não significa que nunca teremos pensamentos difíceis.
Significa aprender a não permanecer presos a eles.
É reconhecer a dor, mas levá-la a Deus.
É enfrentar problemas, mas continuar confiando.
É sentir medo, mas buscar o Senhor.
É passar por tempestades sem abandonar nossas raízes.
É escolher, diariamente, aquilo que alimentará nossa mente.
No final, a pergunta permanece para cada um de nós:
Que mente estou escolhendo alimentar?
A mente do mundo ou a mente de Cristo?
A mente do medo ou a mente da esperança?
A mente da derrota ou a mente da fé?
Que possamos escolher Cristo. Que possamos conhecer Sua Palavra, meditar nela, recebê-la em nosso coração e permitir que o Espírito de Deus conduza nossos pensamentos e nossas decisões.
Porque quando nossa mente começa a ser transformada, nossa maneira de enxergar a vida também começa a mudar.
Tenha a mente de Cristo.
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Artigo escrito por Silvana Knoepke.
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